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Café Gamela é inaugurado com quitandas e memória afetiva em Lagoa Santa

Localizado na Casa da Orla, o Café Gamela será inaugurado neste sábado (1º/8) sob o comando da cozinheira Vanda Valentim, resgatando quitandas tradicionais e homenageando as mulheres mineiras. Há lugares que conquistam pela paisagem. Outros, pelo aroma que escapa da cozinha e desperta lembranças adormecidas. Em Lagoa Santa, um novo espaço promete reunir as duas…

Por Marlice Costa ·

Localizado na Casa da Orla, o Café Gamela será inaugurado neste sábado (1º/8) sob o comando da cozinheira Vanda Valentim, resgatando quitandas tradicionais e homenageando as mulheres mineiras.

Há lugares que conquistam pela paisagem. Outros, pelo aroma que escapa da cozinha e desperta lembranças adormecidas. Em Lagoa Santa, um novo espaço promete reunir as duas experiências. De frente para a Lagoa Central, um dos cartões-postais mais encantadores da cidade, a Casa da Orla inaugura no próximo sábado, 1º de agosto, às 10h, o Café Gamela — um convite irresistível para quem aprecia a gastronomia que emociona.

O nome do espaço já revela sua essência: a gamela, recipiente de madeira tradicional nas cozinhas do interior mineiro, simboliza partilha, ancestralidade e encontros à mesa. É exatamente esse espírito que a cozinheira Vanda Valentim leva para o empreendimento.

Tradição, estudo e homenagem às mulheres mineiras

A trajetória de Vanda combina técnica e memória afetiva. Com formação em gastronomia pelo Centro Europeu, em Curitiba, e experiência como assistente de chef no Hotel Pestana, em Salvador, a cozinheira percebeu que sua verdadeira inspiração vinha da infância e da cozinha de sua avó.

“A minha expectativa aqui na Casa da Orla é representar as mulheres mineiras que construíram essa cozinha”, afirma Vanda Valentim. “Quando fui estudar gastronomia, percebi que aquelas mulheres, sem saber ler ou escrever e sem conhecer técnicas acadêmicas, já faziam tudo aquilo que eu aprendia na escola. Resolvi voltar para aquilo em que acreditava: a cozinha com sentidos.”

Para criar o cardápio, Vanda realizou pesquisas com cozinheiras tradicionais para resgatar receitas e saberes preservados pela sensibilidade e pela experiência. “Não tinha termômetro nem relógio; quando o aroma tomava conta da casa, era porque o bolo já estava assado”, relembra a cozinheira, reforçando seu propósito de dar visibilidade ao legado dessas mulheres.

O Cardápio: Quitandas, café coado e nostalgia

No Café Gamela, a proposta é priorizar a simplicidade executada com excelência. O público encontrará um menu recheado de quitandas caseiras e sabores clássicos:

Mais do que uma opção gastronômica, o café surge como um ponto de parada obrigatório tanto para turistas quanto para moradores que buscam desacelerar e apreciar a vista da Lagoa Central.

Serviço / Inauguração

Conteúdo Estruturado com Suporte de Inteligência Artificial (Gemini)

Fonte e foto: Jornal Estado de Minas/ Carlos Altman