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CNJ aprova incluir contexto de intervenção policial em certidões de óbito

Resolução aprovada por unanimidade vale para novos registros e para correções, mas exige decisão judicial reconhecendo que a morte ocorreu em ação policial.

Por Redação Lagoa Online ·

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/ Radioagência Nacional

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por unanimidade, a inclusão nas certidões de óbito do contexto da causa da morte em casos de ação policial. A resolução se aplica tanto a novos documentos quanto à correção de registros já existentes, segundo informações da Agência Brasil.

O que muda nas certidões

Atualmente, quem morre em uma intervenção policial tem apenas a causa médica registrada na certidão de óbito. Com a nova norma, será possível acrescentar as circunstâncias do caso, desde que exista decisão judicial reconhecendo que a morte ocorreu em operação ou ação policial.

O acréscimo do contexto não modifica a causa médica registrada. Também não gera reconhecimento automático de responsabilidade civil, administrativa ou penal do Estado ou de agentes públicos.

Linguagem padronizada

O texto prevê linguagem padronizada para o registro e veda expressões consideradas estigmatizantes, como "resistência seguida de morte".

Objetivos da medida

De acordo com o CNJ, a mudança deve ajudar no monitoramento das mortes causadas por órgãos de segurança pública. Também deve tornar mais ágil o acesso de familiares a eventuais indenizações e benefícios.

A norma foi proposta pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, que afirma ser necessário incluir essas informações nos registros oficiais para preservar a dignidade das vítimas e de seus familiares.

Como solicitar

Quando não houver decisão anterior sobre o contexto da morte, os familiares poderão pedir a inclusão da informação por meio de um pedido judicial específico.