Fachin dá 15 dias para PGR analisar indiciamento de Vorcaro pela PF
Relator do caso Master no STF também pediu manifestação da Procuradoria sobre a prorrogação por 60 dias da investigação sobre fraudes no BRB.
Prazo para a Procuradoria
O ministro Edson Fachin, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, estabeleceu o prazo de 15 dias para que a PGR analise o relatório de indiciamentos da Polícia Federal. O mesmo período vale para a manifestação da Procuradoria sobre o pedido da PF de prorrogar a investigação por mais 60 dias, segundo informou a Agência Brasil.
O que diz a Polícia Federal
Na semana passada, os investigadores concluíram o relatório parcial da primeira fase da Operação Compliance Zero. O documento afirma que Vorcaro teve participação pessoal, reiterada e diretiva em operações com carteiras de crédito irregulares do Banco Master, que geraram prejuízos ao BRB.
De acordo com a PF, o prejuízo já apurado é de aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Parte das perdas decorre de carteiras de crédito inexistentes, registradas em nome da Tirreno, empresa de fachada operada pelo Master, que realizou transações com o BRB.
Posição da defesa
Vorcaro foi preso em março deste ano e está custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal. A defesa criticou o indiciamento e afirmou que a PF se limita a repetir a mesma narrativa, sem ter avançado nas apurações.
Os advogados sustentam que o negócio com as carteiras da Tirreno não foi concluído e que elas foram substituídas por outros ativos. Para a defesa, a troca mostra que as operações entre Master e BRB tiveram resultados positivos para o banco de Brasília, e nenhuma perícia oficial teria apontado prejuízo.
Correção: a versão original da reportagem citava outro ministro como relator; o responsável pelo caso é Edson Fachin.