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Bahia, Botafogo e Internacional disputam prêmio contra o feminicídio

Clubes da elite do futebol feminino foram escolhidos por júri formado só por mulheres; vencedor será conhecido em 15 de novembro, em São Paulo.

Por Redação Lagoa Online ·

Foto: Arte/Agência Brasil/ Radioagência Nacional

Um problema que cresce

Segundo o estudo "Retrato dos Feminicídios no Brasil", do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 1.568 mulheres foram mortas em crimes de gênero em 2025, uma a cada cinco horas e 36 minutos. O número é quase 5% maior que o de 2024. Entre 2021 e 2024, 66% dos casos ocorreram na casa da vítima, e mais de 80% foram cometidos pelo parceiro ou ex-companheiro.

As ações dos finalistas

O Bahia lançou a campanha "Terceiro Tempo", com o Fundo de População das Nações Unidas e uma agência de publicidade. Ela se apoia em pesquisa do FBSP segundo a qual as ameaças sobem 27% e as lesões corporais quase 29% em dias de jogo. Depois de uma partida na Arena Fonte Nova, mulheres ficaram na arquibancada sob o letreiro "Hoje, ficar no estádio é mais seguro que em casa".

O Botafogo mantém desde 2022 o projeto "A Hora Delas". O Estádio Nilton Santos foi o primeiro do Rio de Janeiro a ter um posto para receber denúncias de assédio e violência de gênero durante os jogos. Em novembro do ano passado, contra o Corinthians, os números das camisas foram redesenhados a partir de radiografias de mulheres agredidas, e a pergunta "quem matou?" veio com nomes de mais de 40 vítimas.

O Internacional aderiu ao "Banco Vermelho", movimento nascido na Itália em 2016, e instalou um banco vermelho na área do Beira-Rio. Na final do Gaúcho, em 8 de março, o telão exibiu o placar simbólico de 20 a 0, número de feminicídios no estado em 2026 até então, e destacou o 181, do Disque-Denúncia.

Como será a escolha

O júri reuniu jornalistas, comunicadoras, personalidades e profissionais que acompanham a modalidade ou atuam com igualdade de gênero.