Lagoa Online
Notícias

Novembro Roxo destaca cuidado com prematuros após a alta hospitalar

Campanha 2026 chama atenção para consultas, terapias e apoio às famílias depois da saída da maternidade; país contabilizou mais de 3,5 milhões de nascimentos prematuros entre 2012 e 2022.

Por Redação Lagoa Online ·

Foto: BLH IFF/Fiocruz/Divulgação/ Radioagência Nacional

Um problema de grande escala

O parto prematuro é aquele que ocorre antes de 37 semanas completas de gestação. Entre 2012 e 2022, o Brasil somou mais de 3,5 milhões de nascimentos nessa condição, de acordo com o Ministério da Saúde. Para a enfermeira Karla Pontes, gestora da Área de Atenção Clínica ao Recém-Nascido do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente da Fiocruz, isso equivale a cerca de um em cada nove nascimentos no país, cenário que ela considera preocupante.

A prematuridade pode trazer doenças pulmonares e respiratórias, paralisia cerebral, surdez e cegueira. Também pode exigir internação e afetar a rotina das famílias.

O cuidado não termina na alta

O tema da campanha deste ano é o acompanhamento pós-alta. Entre as medidas de proteção estão consultas, terapias, quando indicadas, e apoio aos familiares. Segundo a especialista, os primeiros meses de vida têm grande influência no desenvolvimento futuro, por isso é preciso uma rede que acompanhe o bebê e sua família.

Método Canguru

Uma das estratégias lembradas é o Método Canguru, que propõe atenção humanizada, valoriza o papel da família e incentiva o vínculo por meio do contato pele a pele.

Cenário mundial

A Organização Mundial da Saúde estima que quase 13,5 milhões de bebês nasceram prematuros em 2020, mais de um em cada dez nascimentos no mundo.